Blogueira chique com artigo em jornal [Gazeta do povo]

Gente, pra quem não sabe, eu sou relações públicas, formada e pós graduada, além de futura mamãe e também escritora de artigos – só as vezes.

Por isso, hoje venho compartilhar com vocês a lindeza e famosidade de um artigo MEU -MEU MEU MEU – publicado no site do Jornal Gazeta do Povo 😀

(pra vocês não acharem que eu to mentindo ó o link: http://goo.gl/rK2Jns)

As relações públicas como ferramenta estratégica para escritórios de advocacia

Em setembro de 2015 a aprovação do novo código de ética da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) trouxe novamente à tona o assunto: Marketing Jurídico. Com a regulamentação da publicidade na internet que ainda está por vir, muitos se perguntam ainda como é possível fazer comunicação com tantas restrições.

As dificuldades surgem então principalmente para as novas bancas que precisam se posicionar no mercado, mas não podem desenvolver uma comunicação publicitária agressiva, devido a tais restrições, que proíbem a vinculação de anúncios fora de publicações da área, distribuição de materiais institucionais, entre outros. De acordo com a norma 02/2015 “a publicidade profissional do advogado tem caráter meramente informativa e deve primar pela discrição e sobriedade, não podendo configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão”.

Ainda, mais um agravante, segundo pesquisas recentes o Brasil possui hoje aproximadamente 1300 faculdades de direito e cerca de 900 mil profissionais inscritos na OAB, ou seja, a concorrência também é acirrada.

Vivendo este cenário, os escritórios necessitam buscar novas formas de manter contato com seu público alvo para assim realizarem a prospecção de clientes de forma assertiva e acima de tudo, de forma ética.

Com estas implicações o direito passa a ser uma forma bastante ampla de mercado para o profissional de Relações Públicas, que podem se fazer valer das restrições aplicadas pela OAB para adequar as ferramentas de comunicação organizacional como forma de desenvolver o marketing jurídico.

Antes de mais nada é preciso ter em mente que a principal forma de captação de clientes na advocacia é pela indicação. Os clientes precisam colocar seus processos nas mãos de pessoas bem recomendadas, afinal, muitos deles são onerosos e decorrem por anos, precisando estar aos cuidados de pessoas de confiança. Sendo assim, o caminho mais assertivo de se conquistar novas contas é estabelecendo relacionamentos duradouros com seus atuais clientes. Ações desempenhadas aqui, pelos profissionais de Relações Públicas, vão depender muito da estrutura do escritório, tipos de clientes, personalidade da banca, etc.

Neste trajeto, é imprescindível que o escritório construa uma boa reputação, mantenha uma identidade visual sólida e coerente com a advocacia e tenha – e mantenha – bons profissionais. A partir disso, outras ferramentas podem ser exploradas sem entrarem em conflito com as diretrizes do código de ética. Uma delas é a assessoria de imprensa, outra é a realização e patrocínio de eventos.

A comunicação interna, assim como em todas as empresas, também é muito importante dentro de escritórios de advocacia. É a partir dela que os funcionários – advogados e demais – terão acesso às políticas da organização, entenderão a cultura e o principal, conheceram sua história e seus ‘produtos’, uma vez que os serviços oferecidos pelo escritório, nada mais são que produtos a serem vendidos. É a qualidade do atendimento e do serviço prestado que farão a banca ganhar ou perder oportunidades de negócios.

Com um bom planejamento e com a constante evolução dos serviços é possível sim conquistar novos clientes sem infringir as diretrizes impostas pelo código de ética da profissão. O único obstáculo às bancas é o de administrar este processo de forma comprometida, usando a comunicação a seu favor de forma responsável e ética.

Anúncios

Relações Públicas ontem e hoje

Pra quem não sabe, eu sou formada em Relações Públicas, e hoje resolvi escrever um texto mais focado na minha área, até pra servir como fonte de conhecimento para quem tem interesse na profissão.

Relações Públicas não é um assunto novo, mas muita gente só descobriu a profissão há pouco tempo. Um infográfico apresentado pelo site boston.com e produzido pela agência de RP InkHouse, mostra a evolução da atividade de RP em meio ao turbilhão de novas infrormações disponibilizadas pela internet. Segundo Beth Monaghan, autora do texto, desde 2004, com o lançamento do Facebook, as mídias sociais passaram a estreitar a relação das empresas com seus públicos, possibilitando o diálogo entre eles.

Para Monaghan as mídias sociais mudaram as métricas dos Relações Públicas e agora vem mudando também a forma como as notícias são apresentadas. Atualmente são mais de 750 milhões de usuários de Facebook no mundo e cerca de 200 milhões de donos de contas no Twitter, sem contar os blogs que passam de 170 milhões ativos. A oportunidade de trabalho para as ações de Relações Públicas nunca foi tão grande no meio digital como agora.

assessoria de imprensa tem um papel fundamental na gestão destas novas mídias e, segundo Monaghan, os profissionais devem ficar atentos uma vez que é cada dia mais certo que a notícia toma forma a partir dos comentários e interações que aparecem nas mídias sociais. Camapanhas efetivas de assessoria de imprensa no mundo digital, segundo a autora, devem levar em conta alguns aspectos predominantes:

– Estar atento a notícia antes que ela fique velha. Um bom clipping deve mostrar todas as intervenções e relatos. Não fique preso apenas no Google.

– Fornecer um ponto de vista interessante e único. Ser uma fonte confiável, requer tempo e trabalho para a construção de uma identidade sólida. Veja bem, identidade é aquilo que você é, imagem é aquilo que você mostra, a diferença é bem grande.

– Encontre o caminho certo dentro das mídias. Usar a hashtag adequada, participar de discussões em grupos e blogs vai envolver o profissional em sua perspectiva.

Monaghan também ressalta a importância de um conteúdo bem criado e original. Deve-se produzir conteúdo para toda a gama de mídias disponíveis. Além disso, é preciso construir a audiência para o que você está escrevendo. Segundo um relatório produzido pela Pew Research Center, quase 25% das pessoas entre as idades de 18 e 29 contam com alguma mídia social como sua principal fonte de notícias.

Confira o infográfico:

pr_thenandnow_useuse